terça-feira, 27 de setembro de 2011

PM MASC X PM FEM EM VIOLÊNCIA CONTRA MULHER

                 A Lei 11.340/2006 tem cinco anos de vigência. Sabendo que para combater a violência contra mulher não bastaria apenas a criação da Lei Maria da Penha, especificamente por se tratar de assunto que está enraizado na cultura brasileira - relação entre homem e mulher baseado na cultura patriarcal - então o legislador fez a previsão de capacitação aos operadores da Lei para que ela fosse de fato aplicada. Assim alguns estudos se concentram em saber como é a atuação dos agentes de segurança diante de uma ocorrência de violência contra mulher. Este vídeo é um resumo do resultado de uma pesquisa científica com este perfil realizada em uma unidade policial militar. Esta instituição atua, talvez, no momento mais crítico do ciclo de violência doméstica - a explosão - momento que a mulher pode vim a decidir em quebrar este ciclo, quando pede socorro a polícia militar pelo 190. Será que nossos policiais militares estão preparados para lidar com este tipo de ocorrência? Será que os policiais militares estão permitindo que conceitos pessoais (patriarcais) interfiram no atendimento a vítima de violência doméstica? E a mulher policial militar, será que realiza um atendimento melhor do que o homem policial militar?



Hoje a capacitação é como a educação no Brasil é o que menos recebe atenção. Atualmente se resume em ensinar o policial militar a cumprir as formalidades previstas na lei - identificação das partes e condução à delegacia - não se preocupa em dar conhecimento sobre as questões de gênero, o porque da violência de gênero, a dificuldades para mulher sair do ciclo violento, a cultura patriarcal, entre outras informações que poderiam fazer com que o policial militar entenda o processo e consequentemente se empenhe de forma imparcial durante o atendimento da ocorrência. Neste sentido, tratar também sobre a importância do primeiro contato do representante do Estado com a vítima, a partir de uma atuação profissional, digna e com informações precisas e úteis que poderá mudar a vida de uma mulher, e, consequentemente, o policial militar sentira sua própria importância no processo extinguindo o sentimento de ineficacidade de seu trabalho. É certo que as crenças de cada policial militar, independente do gênero, não mudarão apenas com um ciclo de capacitação, mas poderá iniciar a reflexão sobre o assunto. O importante é o policial militar entender que quando esta fardado seus preconceitos não devem ser manifestados.

Em breve publicaremos a pesquisa completa.

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